sexta-feira, 20 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
Demasiado humano
Figueira da Foz, 2012,,,,
A minha solidão
Não é uma invenção
Para enfeitar noites estreladas…
..
… Mas este querer arrancar a própria sombra do chão
E ir com ela pelas ruas de mãos dadas.
..
… Mas este sufocar entre coisas mortas
E pedras de frio
Onde nem sequer há portas
Para o Calafrio.
..
… Mas este rir-me de repente
No poço das noites amarelas…
- única chama consciente
Com boca das estrelas
..
.… Mas este eterno Só-Um
(mesmo quando me queima a pele o teu suor)
- sem carne em comum
Com o mundo em redor.
..
… Mas este haver entre mim e a vida
Sempre uma sombra que me impede
De gozar na boca ressequida
O sabor da própria sede.
..
… Mas este sonho indeciso
De querer salvar o mundo
- e descobrir afinal que não piso
O mesmo chão do pobre e do vagabundo.
..
… Mas este saber que tudo me repele
No vento vestido de areia…
E até, quando a toco, a própria pele
Me parece alheia.
..
Não. A minha solidão
Não é uma invenção
Para enfeitar o céu estrelado…
..
… mas este deitar-me de súbito a chorar no chão
E agarrar a terra para sentir um Corpo Vivo a meu lado.
..
José Gomes Ferreira
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Chagas ... no Botânico
Coimbra, 2012Quando plantada junto das abóboras, protege-as dos escaravelhos, perto dos bróculos e das pereiras ajuda a afastar os afídeos, é também benéfica para as batateiras, couves e rabanetes, quando plantada nas estufas funciona como repelente de moscas. Para além de ser uma planta ornamental, é também uma planta medicinal de grande utilidade. Poderá ser utilizada ainda na culinária: as suas flores são comestíveis, assim como as folhas e sementes.Têm um sabor um pouco apimentado, semelhante ao agrião. Combinam muito bem com salada fria de batata e queijo branco com cebolhinho, oregãos, hortelã, tomilho ou alecrim. As sementes colhidas ainda jovens e tenras e colocadas a macerar em vinagre constituem um excelente picle, semelhante às alcaparras.
Cal
É um lugar ao sul, um lugar onde
a cal
amotinada desafia o olhar.
Onde viveste. Onde às vezes no sono
vives ainda. O nome prenhe de água
escorre-te da boca.
Por caminhos de cabras descias
à praia, o mar batia
naquelas pedras, naquelas sílabas.
Os olhos perdiam-se afogados
no clarão
do último ou do primeiro dia.
Era a perfeição.
a cal
amotinada desafia o olhar.
Onde viveste. Onde às vezes no sono
vives ainda. O nome prenhe de água
escorre-te da boca.
Por caminhos de cabras descias
à praia, o mar batia
naquelas pedras, naquelas sílabas.
Os olhos perdiam-se afogados
no clarão
do último ou do primeiro dia.
Era a perfeição.
Eugénio de Andrade, Branco no Branco
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