Alice de Tim Burtonsegunda-feira, 11 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
Viagem
(...)
O silêncio conduz-nos à sua infinita fronteira
mas o ócio iluminado pode vogar na casa
como se estivéssemos entre palmeiras e araucárias
toda a viagem é um regresso ao ponto de partida
para partir de novo entre a água e o vento.
António Ramos Rosa, Deambulações Oblíquas
O silêncio conduz-nos à sua infinita fronteira
mas o ócio iluminado pode vogar na casa
como se estivéssemos entre palmeiras e araucárias
toda a viagem é um regresso ao ponto de partida
para partir de novo entre a água e o vento.
António Ramos Rosa, Deambulações Oblíquas
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Vida...
Às vezes passam-se horas que parecem ser eternas, outras vezes são os dias que se engolem de um só trago. E assim se vai vivendo entre a certeza e o risco, em equilíbrio imperfeito sobre um fio de prata finíssimo, quais bailarinas que seguem malabaristas, trapezistas, acrobatas…
Bordam-se margens de angústia, atafulham-se os armários com passados imperfeitos e nos jardins movediços semeiam-se sonhos, deslumbres…
De Sericaia, de manhãs nebulosas, dos filósofos de desejos amansados, dos Munchs desesperados, de ousadias gritadas, e também de cobardias, se urdem dias rendados que se usam disfarçados, sob golas de casacos iguais aos de toda a gente.
Atiramos pedras ao charco. Atingimos um amigo. Choramos perdas e danos. Rendemo-nos a um destino.
E também... numa humana simetria, com direito a regra de ouro, Sherazades face a face, dedilham histórias e histórias feitas de respostas fatais a perguntas graciosas.
Isto é o que fazemos na vida, essa mesma bem vivída, errante mas não errada.
Bordam-se margens de angústia, atafulham-se os armários com passados imperfeitos e nos jardins movediços semeiam-se sonhos, deslumbres…
De Sericaia, de manhãs nebulosas, dos filósofos de desejos amansados, dos Munchs desesperados, de ousadias gritadas, e também de cobardias, se urdem dias rendados que se usam disfarçados, sob golas de casacos iguais aos de toda a gente.
Atiramos pedras ao charco. Atingimos um amigo. Choramos perdas e danos. Rendemo-nos a um destino.
E também... numa humana simetria, com direito a regra de ouro, Sherazades face a face, dedilham histórias e histórias feitas de respostas fatais a perguntas graciosas.
Isto é o que fazemos na vida, essa mesma bem vivída, errante mas não errada.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
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