(...)
imagina que as pessoas são
animais marinhos que aprenderam a
demorar ao sol
depois sente também o sol, percebe como
se pode mergulhar na luz, e depois imagina
que essa luz é a mesma do passado
e traz do passado todos quantos
se guardam na memória, e depois
percebe como a memória é a
presença de todo o tempo que já
foi, percebe que lembrar é um sol
que não tem dia e nem se apaga, percebe
que lembrar é a ressurreição de cada
um, percebe que lembrar é a verdadeira
história, e depois mergulha mais
fundo na luz, talvez vejas um peixe
passar, estás a nadar,estás a nadar, és
também água, és um animal
marinho
valter hugo mãe, caxinas setenta e sete
quarta-feira, 7 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Uma deriva
"(A Europa) Como não tem um centro, não consegue ser um actor. É reformada da História. Está a viver de rendimentos. E estou admirado que a Europa prescinda de uma relação muito especial com a Rússia. Admitimos a perspectiva de que a Turquia entre na UE, e a mim parece-me inevitável que ela entre... Então ela entra e não entra a pátria de Tolstoi e de Dostoievski? A Rússia pertence-nos. A Alemanha podia jogar esse jogo sozinha...
Isso não convém, como já sabemos. "
Eduardo Lourenço, entrevista ao Jornal "Público" (6/04/2010)
Isso não convém, como já sabemos. "
Eduardo Lourenço, entrevista ao Jornal "Público" (6/04/2010)
domingo, 4 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)


