bom dia.
bom dia mas poder trabalhar a ideia de um não poder estar
de memória num lugar escuso, apartados do uso de uma
diferença de dedos mentais, sentidos quebrados nos actos
das estrelas, desastre sobre uma mudança impessoal.
e digo bom dia. um bom dia sobre a linha feita da minha lógica,
o infinito material do mundo seguro e compreensível.
bom dia porque não tenho comparações e quem não as tem
não tem justificação para a liberdade de não ser livre.
e por isso bom dia. aos pássaros. à humanidade metafísica da
noite que sai de olhos cegos...
Sylvia Beirute
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Não , não estou interessada. Eu queria mesmo era passar para além do azul. Percebe?
…
Sim… compreendo, mas bem vê, é que eu já vivo em sobressalto. São sempre coisas difíceis, angústias, vozes caídas, às vezes queixumes. Depois é a impotência. O silêncio impossível e instável. Quando quebrado explode em mil doçuras ou mil facas. Nunca se sabe.
…
Já lhe disse, temo esse som. Acorda a fera que vou amansando à custa de sonhos. Do outro lado reclamam-me palavras aplainadas, adequadas. É embaraçoso, compreende…eu aflita a tentar corresponder, a tentar a perfeição das rosas e ser tudo tão diferente: a querer passar para o outro lado. Ser Barco.
…
Pois… continua a não querer entender e isso desconcerta-me. Vou ser mais clara. É o medo que tenho que me impede de atender. O desconhecido voraz que passou a fazer parte da minha vida. Esse novo nome que retirou todos os nomes às coisas.
…
Sim, sim são de grande utilidade, mas não percebe é que é isso mesmo que procuro evitar. A Utilidade. De resto, bem vistas as coisas tudo é de uma grande inutilidade e saber isso basta-me como a Grande Ciência de Todas as Coisas. Não quero campainhas a soarem-me aos ouvidos, já disse.
…
Compreendo que apenas faz o seu papel, mas eu… eu não quero um telefone sem custos de instalação e chamadas grátis para todas as redes.
…
Sim… compreendo, mas bem vê, é que eu já vivo em sobressalto. São sempre coisas difíceis, angústias, vozes caídas, às vezes queixumes. Depois é a impotência. O silêncio impossível e instável. Quando quebrado explode em mil doçuras ou mil facas. Nunca se sabe.
…
Já lhe disse, temo esse som. Acorda a fera que vou amansando à custa de sonhos. Do outro lado reclamam-me palavras aplainadas, adequadas. É embaraçoso, compreende…eu aflita a tentar corresponder, a tentar a perfeição das rosas e ser tudo tão diferente: a querer passar para o outro lado. Ser Barco.
…
Pois… continua a não querer entender e isso desconcerta-me. Vou ser mais clara. É o medo que tenho que me impede de atender. O desconhecido voraz que passou a fazer parte da minha vida. Esse novo nome que retirou todos os nomes às coisas.
…
Sim, sim são de grande utilidade, mas não percebe é que é isso mesmo que procuro evitar. A Utilidade. De resto, bem vistas as coisas tudo é de uma grande inutilidade e saber isso basta-me como a Grande Ciência de Todas as Coisas. Não quero campainhas a soarem-me aos ouvidos, já disse.
…
Compreendo que apenas faz o seu papel, mas eu… eu não quero um telefone sem custos de instalação e chamadas grátis para todas as redes.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Direitos humanos das histórias de amor - Art.2
Todos os amantes podem invocar os direitos e as liberdades em todas as circunstâncias.
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